sábado, 10 de julho de 2010

escrever, apenas.

hoje deu-me vontade de escrever e nem sei porquê, nem o que vou escrever, mas não quero falar de ti, e espero não fazer.
escrevo porque há palavras que não podem ser faladas, não devem ser ditas, nem lançadas para o vento, há palavras que não gosto de gritar, nem sufocar no silêncio, há palavras e palavras.
despedi-me das pessoas, cheguei a casa, deixei a rua para amanhã, fiz o que tinha a fazer e fechei-me no meu quarto, por hoje já chega.
tenho saudades de tudo que fui um dia, saudades de quando eu fazia sem pensar, gritava sem pedir ordem, de quando não sabia o que era chorar.
ultimamente, chorar é constante, e já tenho medo de quando não choro, mas hoje será diferente, irei enfrentar o medo, e do meu olhar irá sair provocação de mim, orgulho de um sorriso, irei riscar do dicionário que estou a construir a frase "só sei chorar".
nem quero saber do que é feito de ti, nem de mim contigo, nem de nós, esse nós nunca existiu, e tu foste uma mentira imensa, sem remédio,  a tua vida é incrédula, sem explicação a tua vida é triste!
a mim, quando era criança, sempre ensinaram a não mentir, nem iludir.
as ilusões estão na Disney, e essas personagens são verdadeiras.
vou fechar a tampa do computador, amanhã continuo (...)

Graças a ti, já me desfaleci, e já chorei, mais uma vez, sim, odeio-te a ti, e odeio-me a mim por te amar, mais que o que te consigo odiar $:

eu vinha, e deveria continuar a escrever, mas esta ausência de mim, por hoje, já chega.

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