sexta-feira, 25 de junho de 2010

Assim o quiseste .


Havia dias em que por ti, sorria, falava, gritava, chorava, vivia.
Houve dias que de mim nada soube, e de ti tudo sabia.
Há dias em que o tempo pára, nada mais acontece, só tu podes interessar, só tu podes mudar, fazer relembrar, renascer.
Quando me contavas as histórias de amor, naqueles dias em que nada poderia mudar, trazias ainda mais vontade para alcançar, sabias como me fazer voar. E nesse momento, havia mais eu, havia mais tu.
Quando me quiseste fazer partir, e de ti nada saber, eu só soube rastejar, chorar, soube só que nada mais tinha valor, de nove. Houve, então, ainda mais dor, mais vontade de desfalecer.
Sabias como me fazer acreditar, e eu sabia como te fazer lutar.
Lutaste, eu lutei e conseguimos, por um só caminho, o amor.
Nem tudo sempre acaba como queremos, e nem sempre somos capazes de mostrar que é verdadeiro, sentido, é puro e é só nosso.
Eu tive que te ver ir, e tive de ficar. Mal-dito seja o dia do 'adeus', e mal-dito seja o dia a seguir, o mês, o ano, a eternidade... O mundo parou agora, e aqui sozinha, nada mais há a fazer, pensar, ser.
Tudo era de ti, para ti e contigo.
Voas-te para longe, fiquei caída, muda e secreta nesta areia gelada, neste lugar tão escuro, a solidão.
Sabes o caminho de volta, se pensares voltar, sabes como vir, moro aqui mesmo, nesta rua, a da solidão sem ti, e da felicidade ao teu lado.
O tempo nunca fica escasso para ti, tenho todo, todo o tempo para ti.
Saber amar ? Eu quero que me ensines da melhor maneira a amar, amar-te a ti, só a ti.

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